Os desafios da obesidade mórbida infantil

Primeiramente, a obesidade mórbida infantil é um problema de saúde pública que tem crescido de forma alarmante nos últimos anos. Caracterizada pelo excesso extremo de peso em crianças e adolescentes, essa condição traz consigo uma série de complicações para a saúde física e mental dos jovens.

Dados da Fiocruz

Segundo informações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculada ao Ministério da Saúde, um levantamento realizado pelo Observatório de Saúde na Infância (Observa Infância – Fiocruz/Unifase) revela um quadro preocupante em relação à obesidade infantil e em adolescentes no Brasil.

Embora exista uma tendência de queda nos números da última década entre as crianças até 5 anos, o excesso de peso (que inclui casos de sobrepeso e de obesidade) afetou uma em cada 10 crianças brasileiras e um em cada três adolescentes (10 a 18 anos) em 2022.

Entre 2019 e 2021, período que engloba a pandemia de Covid-19, o número de crianças com excesso de peso no país cresceu 6,08%. O aumento entre os adolescentes foi ainda maior: de 17,2%.

Dados no Brasil

No Brasil, 9,4% das meninas e 12,4% dos meninos são classificados como obesos de acordo com os critérios da OMS para a obesidade infantil. Esses números são motivo de preocupação adicional, especialmente considerando a tendência de aumento nos índices de obesidade em países de baixa e média renda.

Globalmente, os dados revelam um aumento significativo no número de crianças e adolescentes obesos, saltando de 11 milhões para 124 milhões em apenas quatro décadas.

Pesquisa OMS

A pesquisa da OMS também destacou que outros 123 milhões de indivíduos com idades entre 5 e 19 anos estão com excesso de peso, com uma ligeira predominância entre os meninos: a cada grupo de cem, oito são do sexo masculino, enquanto seis são do sexo feminino.

Ou seja, a definição de obesidade pela OMS é quando o Índice de Massa Corporal (IMC) ultrapassa trinta, calculado com base no peso, altura e idade do indivíduo.

De acordo com a Fiocruz, as pesquisas são tão alarmantes que a OMS estima que em 2025 o número de crianças obesas no planeta chegue a 75 milhões.

Portanto, os registros do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que uma em cada grupo de três crianças, com idade entre cinco e nove anos, está acima do peso no país.

As notificações do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, de 2019, revelam que 16,33% das crianças brasileiras entre cinco e dez anos estão com sobrepeso; 9,38% com obesidade; e 5,22% com obesidade grave. Ou seja, em relação aos adolescentes, 18% apresentam sobrepeso; 9,53% são obesos; e 3,98% têm obesidade grave.

Os impactos sociais e emocionais 

Além de aumentar o risco de doenças crônicas como diabetes tipo 2, hipertensão e problemas cardíacos, a obesidade mórbida pode impactar negativamente o desenvolvimento emocional e social das crianças, afetando sua autoestima e qualidade de vida.

Este impacto vai além das consequências físicas, afetando diretamente a saúde mental, autoestima e qualidade de vida dos jovens afetados.

Em um nível emocional, crianças e adolescentes com obesidade mórbida frequentemente enfrentam desafios psicológicos significativos.

Eles podem enfrentar discriminação, bullying e estigmatização devido ao seu peso, o que pode levar a problemas de autoimagem, baixa autoestima, ansiedade e até mesmo depressão.

Esses desafios emocionais podem persistir ao longo da vida e impactar negativamente a saúde mental e o bem-estar geral.

Além disso, a obesidade mórbida pode afetar o desenvolvimento social das crianças. Eles podem enfrentar dificuldades para se envolver em atividades sociais e esportivas, devido à falta de confiança em sua aparência física ou à incapacidade de acompanhar seus colegas.

Isso pode levar ao isolamento social, dificuldades de relacionamento e uma diminuição da participação em atividades sociais, o que por sua vez pode limitar suas oportunidades de desenvolvimento pessoal e social.

Portanto, é crucial abordar não apenas os aspectos físicos da obesidade mórbida, mas também os impactos emocionais e sociais. Intervenções holísticas que abordam tanto a saúde física quanto a mental são essenciais para garantir o bem-estar abrangente das crianças afetadas pela obesidade mórbida.

Isso pode incluir acesso a cuidados médicos especializados, apoio psicológico e emocional, educação sobre nutrição e exercício, bem como medidas para promover a inclusão social e combater o estigma associado à obesidade.

Portanto, ao fazer isso, podemos ajudar a melhorar a qualidade de vida e o futuro dessas crianças.

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Fonte:

https://portal.fiocruz.br/noticia/conscientizacao-contra-obesidade-morbida-infantil

http://portal.mec.gov.br/component/tags/tag/obesidade-infantil#:~:text=No%20Brasil%2C%209%2C4%25,de%20baixa%20e%20m%C3%A9dia%20renda.

https://portal.fiocruz.br/noticia/conscientizacao-contra-obesidade-morbida-infantil

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